3.8.06

 
CORREIO DO AVELAR

Negócio concebido pela TCN está na iminência de se gorar
Rui Avelar
A venda da quinta de São Jorge de Milreu (Coimbra) está em risco. A promitente compradora, TCN – a que Marcelo Nuno (PSD) e Luís Vilar (PS) estiveram ligados –, cedeu a respectiva posição contratual à firma Ebony e esta acusa a proprietária do imóvel de incumprimento dos deveres contratuais.
A empresa inglesa que se propunha comprar a quinta de São Jorge de Milreu, onde funciona a EUVG - Escola Universitária de Vasco da Gama (Coimbra), acusa a entidade proprietária de ter tornado impossível a concretização do negócio, apurou o “Campeão”. A Ebony Concepts Limited, a quem a Tramcrone/TCN cedeu a posição contratual acordada com a Sociedade Mosteiro de São Jorge (proprietária do bem), imputa a esta entidade a falta de cumprimento em tempo dos deveres contratuais. Segundo apurou o nosso Jornal, o desfecho do caso poderá passar pela celebração de um acordo através do qual a Ebony – que já interpôs uma acção declarativa ordinária na Vara de Competência Mista de Coimbra (Tribunal) – e a Sociedade Mosteiro de São Jorge desistam do negócio. Enquanto a Ebony se queixa de incumprimento dos deveres contratuais por parte da proprietária da quinta de São Jorge de Milreu, esta faz notar que a escritura foi adiada, pelo menos, duas vezes. A obtenção de um acordo significa, em princípio, que qualquer das partes prescinde do suposto direito a uma indemnização no montante de 2,5 milhões de euros. Um protocolo e contrato-promessa de compra e venda, celebrados em 2005, prevêem que, em caso de incumprimento, “a parte não faltosa pode optar” por uma indemnização de 2,5 milhões de euros ou, em alternativa, requerer a execução específica do contrato. Os referidos instrumentos foram outorgados pela Sociedade Mosteiro de São Jorge, Associação Cognitária de São Jorge de Milreu (arrendatária e detentora do alvará da EUVG) e TCN. Mediante a acção declarativa ordinária de que é autora, a Ebony reclama o pagamento da indemnização contratualmente estabelecida. Embora ainda não haja plano de pormenor aprovado para a quinta, a firma inglesa invoca estar a deixar de usufruir de lucros cessantes desde o início deste ano, alegando que toda a sua máquina publicitária e de marketing tinha em mente vendas imobiliárias. O aspecto invocado para justificar a falta de outorga da escritura prende-se com o facto de, segundo a Ebony, o edifício da clínica veterinária para pequenos animais existente na quinta de São Jorge de Milreu ter sido construído clandestinamente.
Expectativas
Na primeira reunião da Câmara de Coimbra efectuada em 2006, a Ebony foi autorizada a elaborar um plano de pormenor da quinta destinado a avaliar se é possível dedicar 20.000 metros quadrados de terreno a habitação. A proposta é associada ao propósito de “enquadrar o processo de desenvolvimento e expansão” da EUVG . Como noticiámos a 12 de Janeiro de 2006, a Sociedade Mosteiro de São Jorge, Construções, Lda., de que o empresário António Calvete é sócio maioritário, prometeu vender, por cinco milhões de euros, à empresa TCN, um prédio misto com 376.400 metros quadrados. A Associação Cognitária interveio como segunda outorgante num protocolo e contrato-promessa de compra e venda, subscrito pelas outras duas entidades, para declinar interesse pelo direito de preferência. Uma das cláusulas do acordo prevê que a terceira outorgante, Tramcrone (ou quem ela indicar), partilhe com a entidade arrendatária eventuais benefícios inerentes à capacidade de carga construtiva da quinta de São Jorge de Milreu. Em caso de impossibilidade de construção acima do solo, a terceira outorgante nada terá de pagar à segunda. Notificada pela TCN a respeito da cedência da respectiva posição contratual, a Associação Cognitária, através de Javier De Vigo e Américo Baptista, comunicou à Ebony ser necessário “providenciar novas áreas de construção destinadas ao desenvolvimento da EUVG”. A Associação Cognitária acentua que sem tais áreas de construção o referido projecto de desenvolvimento fica comprometido. Em carta remetida à Câmara de Coimbra, a Ebony alude à pretensão de construção de 10.000 metros quadrados para residências universitárias, outros tantos para expansão da EUVG e 20.000 para uma clínica de serviços continuados com assistência médica.
Diferentes métodos para o direito de preferência
A Câmara Municipal de Coimbra usou metodologias diferentes para prescindir do direito de preferência em relação à quinta de São Jorge de Milreu, objecto de uma prometida transação (vide outra peça nesta edição) em que interveio a multinacional Tramcrone/TCN. Em 2005 a edilidade declinou exercer o direito de preferência através de um despacho exarado pelo presidente, Carlos Encarnação, e em 2006 o assunto foi objecto de deliberação em sede de executivo camarário. A respeito de ambas as situações, há juristas a defender que a decisão cabe à Assembleia Municipal (AM). A legislação não prevê expressamente em que moldes deve a autarquia pronunciar-se sobre a adopção do exercício do direito de preferência em relação à transação de um imóvel, mas há interpretações de juristas a sustentar que, por analogia com o regime de compra, quando o valor do bem atinge determinado montante, a deliberação deve ser tomada pela AM. Decalcado das lei nº. 169/99 e 5-A/2002, o regimento da Assembleia Municipal de Coimbra estipula que cabe a este órgão “autorizar a Câmara a adquirir, alienar ou onerar bens imóveis de valor superior a mil vezes o índice 100 das carreiras do regime geral do sistema remuneratório da Função Pública” (perto de 350.000 euros). Segundo apurou o “Campeão”, Carlos Encarnação proferiu um despacho, a 26 de Setembro de 2005, a assumir que a CMC, com base numa informação prestada pelo Gabinete do Centro Histórico, prescindiu de exercer o direito de preferência em relação à quinta. A 22 de Maio de 2006, a edilidade deliberou no mesmo sentido em resposta a outro requerimento da Sociedade Mosteiro de São Jorge, Construções, Lda., proprietária do referido imóvel e promitente vendedora do mesmo pelo montante de cinco milhões de euros. A única diferença no âmbito dos dois requerimentos endereçados à Câmara prende-se com a promitente compradora – em 2005 era a multinacional Tramcrone e em 2006 a firma inglesa Ebony (a quem a TCN cedeu a posição contratual). Na sessão camarária de 22 de Maio, Álvaro Seco (PS) perguntou se houve reflexão sobre o exercício do direito de preferência, tendo alegado que se trata de “um imóvel de grande qualidade”. Ao estranhar o montante envolvido e ao questionar se haverá “alguma mais-valia que a Câmara desconheça”, Luís Providência (CDS/PP) admitiu que poder-se-ia estar perante “um bom negócio para o município”. Gouveia Monteiro (CDU) interrogou se a estimativa feita pela entidade proprietária leva em consideração “perspectivas de valorização do terreno” e Fátima Carvalho (independente eleita pelo PS) aludiu a eventual “especulação imobiliária”. Contactado pelo nosso Jornal, no sentido de esclarecer o recurso a diferentes metodologias, Carlos Encarnação indicou que só recentemente a autarquia passou a pronunciar-se mediante deliberação do executivo camarário. Segundo Sidónio Simões, os processos encaminhados através do Gabinete do Centro Histórico eram sujeitos a despacho do presidente da Câmara até ser adoptada uma prática (recomendada recentemente pela jurista Rosa Batanete) que consiste em submetê-los a deliberação do executivo municipal. “Com a passagem das reuniões camarárias à periodicidade quinzenal, e atendendo a que há casos (como este) em que a autarquia dispõe apenas de oito dias para se pronunciar [sobre o exercício do direito de preferência], é quase impossível responder sem recorrer a despacho do presidente”, comentou.
Um lapso assumido
A par da diferença de metodologia, o “Campeão” apurou que dois processos atinentes ao exercício do direito de preferência foram ratificados na sessão camarária de 31 de Outubro de 2005, contrariamente ao despacho exarado a 26 de Setembro sobre o requerimento da Sociedade Mosteiro de São Jorge, Construções, Lda. Interpelado pelo nosso Jornal, o director do Gabinete do Centro Histórico, Sidónio Simões, assumiu que a falta de ratificação é da sua responsabilidade. Carlos Encarnação, jurista e ex-secretário de Estado, declarou, por outro lado, que discorda do entendimento de outros juristas segundo o qual há decisões sobre o direito de preferência que carecerão de deliberação da Assembleia Municipal. Entre os juristas ouvidos pelo “Campeão” que perfilham esse ponto de vista contam-se a vereadora Fernanda Maçãs (independente eleita pelo PS) e o antigo vereador Manuel Rebanda (CDS/PP). Na primeira reunião da Câmara de Coimbra efectuada em 2006, a Ebony foi autorizada a elaborar um plano de pormenor da quinta de São Jorge de Milreu destinado a avaliar se é possível dedicar 20.000 metros quadrados de terreno a habitação. A proposta é associada ao propósito de “enquadrar o processo de desenvolvimento e expansão” da Escola Universitária de Vasco da Gama, cujo alvará pertence à Associação Cognitária de São Jorge de Milreu (de que são membros, entre outros, os presidentes da Federação e da Comissão Concelhia do PS/Coimbra, Victor Baptista e Luís Vilar, respectivamente). Victor Baptista, que também é membro da Sociedade Mosteiro de São Jorge, e Marcelo Nuno (anterior presidente da Comissão Concelhia do PSD/Coimbra) escusaram-se, este ano, por duas vezes, a tomar parte em deliberações camarárias atinentes à referida quinta. Outro vereador, Luís Vilar, cujo mandato está suspenso, interveio na deliberação camarária de 9 de Janeiro de 2006 cujo teor permitiu à Ebony desencadear a elaboração de um plano de pormenor. Marcelo Nuno e Luís Vilar tiveram ligações à TCN, o primeiro (enquanto economista) como quadro da multinacional e o segundo como consultor
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Mais uma vez, R.A. dá novidades sobre os homens das Amoreiras. Já agora,algo completamente nosso. Aqui no Coimbra & Real Social, temos grande consideração e simpatia pelo director do Campeão, mais não seja, porque é o único empresário de comunicação social local que sabe ganhar dinheiro com os meios que administra. Mas caro Dr Vinhal, cada vez que o seu adjunto faz uma manchete sobre uma celebridade na nossa praça, é mesmo necessário fazer uma editorial a pedir desculpa a deus e ao diabo.O Sr Está muito acima. De-lhe com força e vai ver que São Jorge vai gostar. Valha-nos a Igreja Universal do Reino dos Compadres.Não havia necessidadzzzz...

Comments:
É pena que o negócio vá por água abaixo.
Eu sempre acreditei no projecto da clinica para "animais de grande porte"
 
Para que serve um jornal



Fernanda Câncio

Às vezes, parece que já ninguém sabe o que é o jornalismo. Ou, o que é o mesmo, para que serve.

"Um jornal serve para servir", concluía o épico texto de um jornalista brasileiro que o então (2004) director interino do DN, José Manuel Barroso, afixou na redacção. Estava lá tudo o que é suposto um jornal ser e fazer. Ser verdadeiro - o que não significa dizer sempre a verdade, mas tentar fazê-lo. Fazer pensar - o que não significa pensar melhor e mais fundo, mas não desistir de o tentar.

Ser jornalista é, antes de mais, pensar. Tentar perceber, encontrar pontes, pontos de ancoragem, entre o que surge como objecto e uma perspectiva própria. Filtrar em si aquilo que se noticia ou reporta, verter a voz no que faz.

Há, claro, vários tipos de jornalismo. É o jornalismo de jornal, cuja crise se decreta há décadas, que aqui importa. As pessoas, dizem os estudos de mercado - e as vendas -, cada vez compram menos jornais. É a TV, é a imprensa grátis, é a crise, é a internet, é a iliteracia, é a falta de tempo, é a falta de interesse por outros mundos que não o de cada um, a recusa da complexidade. E os jornais, como alguém que perdeu o amor do ser amado e, no processo, qualquer resquício de auto-estima, submetem-se a sucessivas cirurgias no sentido de se adequarem àquilo que crêem ser o desejo do outro.

A TV dá notícias pela rama, elegendo o sensacionalismo em detrimento da profundidade e da reflexão e apostando tudo na força das imagens? Eis os jornais a diminuir o tamanho dos textos, a segmentá-los em pedacinhos mais deglutíveis, a carregar-se de fotos e infografias como se esse mimetismo não fizesse mais que assumir e apressar a derrota. As pessoas estão cada vez mais ignorantes e lêem cada vez menos? Dêmos-lhes cada vez menos que pensar e menos que ler. Tratemos de liquefazer o produto, como naquelas garrafinhas que a publicidade garante conterem "a quantidade de legumes diária recomendada pelos médicos" e dar-lhe outros sabores, a morango e kiwi. Dulcifiquemos e minimizemos o jornalismo até servir o mundo assim, na dose diária recomendada, sem peles nem caroço, reduzido a slogans. Exactamente como ele não é. Exactamente o tipo de mundo no qual os jornais não fazem falta. Porque a função do jornalismo é ordenar a desordem do mundo para melhor a dar a ver.
 
EH PÁ, ENTREGUEM AQUILO ÀS AGUAS DE COIMBRA E ASSIM FICA TUDO EM FAMILIA. PODIAM FAZER DAQUILO AS TERMAS DA CIDADE, COM ENTRADA RESERVADA A DOUTORES E ENGENHEIROS E COM DESCONTOS PARA OS SÓCIOS DA ACADÉMICA E UTENTES DO SOBRAL ZÉ CID. TERIA GRANDE SUUCESSO COM O RIBERALVES A DIRECTOR DE MARKETING E A NINITA E A PARDALITA COMO DIRECTORAS DE RELAÇÕES PÚBLICAS.
 
Mas o Luisão sempre vem para o DC?
 
O Luisão não vem. O Benfica não deixa...
 
O BENFICA OU O OLIVERINHAS DAS TABULETAS.
NESSE CASO VEM A SIMÕES DO BELMIRO?
 
O SOCRATES DESISTIU DE IR PASSAR FEIRAS NA NEVE ...OU NO QUENIA. ESTE ANO VEM PRA COIMBRINHA...CÁ É BEM MAIS RADICAL
 
A Lei do Sector Empresarial Local, que regula as mais de 150 empresas municipais existentes no país, já foi aprovada em Conselho de Ministros e não proíbe a acumulação de cargos executivos naquelas entidades com o exercício das funções de autarca, desde que os cargos não sejam remunerados.
A notícia surge na edição desta quinta-feira do jornal Público, que recorda que a anterior versão da lei previa a proibição pura e simples da acumulação de funções, fossem os cargos remunerados ou não.

Contudo, com a nova legislação, o Governo acabou por ceder ao protesto da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

Ainda durante a discussão da nova lei do sector, que entra em vigor a 1 de Janeiro de 2007, a ANMP manifestara-se contra a intenção do Governo de proibir a acumulação de cargos, alegando que alguns autarcas nem sequer recebiam salário pelas funções desempenhadas nas empresas municipais.

Novidade na lei agora aprovada constitui a imposição de tectos para os vencimentos dos gestores das empresas municipais, os quais estão agora «limitadas ao índice remuneratório do primeiro-ministro», diz o diploma.

O objectivo, recorda o Público, é impedir situações como as que se verificavam nalgumas empresas em que havia cargos que eram remunerados com montantes acima dos vencimentos do Presidente da República, como, por exemplo, na EPUL, onde em 2004 se chegaram a praticar salários na ordem dos 7500 euros para directores e de 4600 euros para vogais de administração.
 
Ganda Rui Avelar.
Profissionalismo, Coragem, Isenção, informação,Transparência, actualidade, antecipação, dedicação, persistência, activo, dinâmico, qualidade e empenho.
Força e obrigado pla companhia q nos fazes às 5as feiras e plo contributo q dás a bem da cidade,Região e ao País.
 
Eu quero fugir para a ILHA.
 
SECÇÃO: Opinião

Assembleia Municipal da Guarda
“A força dos votos venceu o bom senso e a razão”

A Assembleia Municipal da Guarda decorreu como se esperava: a força dos votos venceu o bom senso e a razão.
O ponto 2.2 da ordem do dia da A. M. de 21/2, merecia uma análise cuidada e séria, pois tratava-se de avalizar uma proposta do executivo, em que estão envolvidos bens públicos e muitos milhões de Euros.
O documento em análise, era pobre e impreciso no seu conteúdo, deixando no ar muitas dúvidas, especialmente por falta de documentos que lhe conferisse inequívoca transparência. Era imperioso a apresentação, pelo menos dos”rascunhos” da minuta da sociedade comercial anónima, da escritura de permuta, do relatório da comissão encarregue da avaliação e escolha dos promotores imobiliários concorrentes à obra, do esboço do empreendimento, etc. Imperdoável, senão mesmo anulatório de discussão subsequente, foi a não inclusão de documento oficial da avaliação, devidamente fundamentada, feita por técnicos credenciados (Segurança do acto administrativo).
Como o assunto em discussão era muito sério, há que estar informado antes de falar. Li e estudei tudo quanto era legislação, que pudesse estar relacionado, com a instalação deste tipo de empreendimento, com tantas valências, bem assim como os intricados aspectos contratuais. Como quanto mais se sabe mais dúvidas se tem, daí mais perguntas surgem.
Na ânsia de obter mais esclarecimentos, pedi opinião a pessoas amigas, que já estiveram ou ainda estão ligadas a diversas Câmaras e a algumas das entidades competentes, por onde terão obrigatoriamente que passar e serem aprovados estes e outros projectos semelhantes.
Porque julgo e sei, que por força de lei tem que haver um período de consulta pública, espero discussão e esclarecimento dos directamente interessados e da população da Guarda em geral.
Volto a repetir algumas das perguntas, que fiz na A. M. e que deveriam ter tido respostas esclarecedoras da parte do executivo camarário:
1-Se o valor global estimado de quatro milhões de euros aludidos na proposta provém de uma avaliação devidamente fundamentada por técnicos avaliadores credenciados? Porque não foi presente à A.M. documento oficial dessa mesma avaliação (Segurança do acto administrativo)?
2-Existe ou não plano de pormenor, aprovado para a zona de intervenção? Se existe estará o empreendimento conforme o plano? O plano de pormenor, define a densidade de construção, define o uso a dar a todas as construções, as volumetrias dos edifícios, os índices de ocupação e ainda muitos mais pormenores. Se não estiver, o plano terá que ser previamente aprovado, nos termos legais obter a aprovação da C. C. D. R. C. A. M.T. a D.G.E. e ser sujeito a audição pública de 30 dias no mínimo e 60 máximo. Devido à sua volumetria deverá ter mesmo que ir à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da R. Centro. Para este projecto será suficiente estar conforme o P.D.M.?
3- Quais as entidades que foram contactadas para concorrerem à construção do centro comercial, quais as suas propostas, quem fez parte da comissão de avaliação, quais os critérios usados nessa mesma avaliação e qual o escalonamento dos concorrentes?
4- Quem se responsabiliza pelas despesas provenientes das alterações profundas da rede viária, da rede de esgotos, da rede de abastecimento de água, da rede de telefones, etc?. Na proposta a Tramcrone não faz referência se assume ou não estas despesas, bem assim, como nas indemnizações no caso de atrasos e modificações nas obras.
5- O hipermercado que está previsto para o “shopping”irá ter como é habitual as secções de verduras, frutas, peixaria, talho, etc? Será boa ideia pôr-se o mercado sob o mesmo tecto? Esclareceu-se os comerciantes (os principais interessados) e pediu-se a sua opinião? Fez-se referência que poderia haver falências.
6- Quem assume os custos da relocalização temporária, no mínimo 2 anos (perspectivas optimistas)? Quem pagará as indemnizações aos comerciantes que não quiserem ser deslocalizados mesmo que provisoriamente ou pura e simplesmente não quiserem alinhar no projecto? Faz-se notar que há comerciantes que têm as suas licenças desde o antigo mercado.
7-Pelo artigo 16 da lei que regula este projecto é obrigatório a consulta pública o que ainda não foi feita. Pergunta-se quando será? Já não deveria ter sido feita?
8-Donde virá o dinheiro mesmo que pouco se as contas estiverem menos bem feitas ou haja as crónicas derrapagens orçamentais?
9-Que temos problemas económicos gravíssimos e sem solução à vista já todos sabemos. Até mesmo os pobres têm a sua dignidade a negociar. Ficar a Câmara só com 10% do capital na sociedade anónima a constituir não me parece digno nem de bom senso. Não será arriscada essa posição tão minoritária?
Referiu-se igualmente na A M. que sem os pareceres e aprovação das entidades competentes, sobre as matérias porque são responsáveis, A.M não estaria em condições de se pronunciar, sobre a aprovação ou não aprovação do negócio que a Câmara Municipal se propõe realizar. (Eficácia do acto administrativo).
Qualquer instrumento de planeamento urbanístico municipal (P.D.M.,P.de Urbanização, P. de pormenor) tem que sempre passar pela (D.G.O.T.D.U.),seja para efeito do registo do plano seja para aprovação pelo governo através de resolução de conselho de Ministros.
Pela lei nº12/2004 de 30 de Março art 5º a aprovação de localização tem que passar pelo parecer da C.C.D.R.C. da A. M. T. do I.E.P. e da C.M.
Qualquer grande superfície comercial tem que passar obrigatoriamente pela D.G.E., que terá que elaborar um parecer prévio depois de ouvidas várias comissões CapituloII artigos 6º a 9º.
A Câmara errou em quase toda a sua proposta, faltavam documentos essências à análise, imprecisões várias e as poucas respostas dadas às perguntas foram parcas e pouco ou nada esclarecedores.
A A.M. também não se portou nada bem, salvo raras e honrosas excepções os que votaram negativamente os deputados do P.P, C.D.U e B.E., o grupo parlamentar do P.S. votou sim por mero seguidismo político, o que como membros deste órgão não o deviam ter feito. O P.S.D. não podendo votar a favor da ideia e contra o procedimento absteve-se, deixando à maioria P.S. a responsabilidade da decisão, o que não é bem assim.
O comportamento do executivo camarário para com a A.M. terá que ser rapidamente corrigido, respeitando-a, o que passa no mínimo pelo envio atempado de todos os documentos e prestando todos os esclarecimentos necessários e suficientes para que a A. M. possa fazer o trabalho que lhe compete com eficácia e competência.
A. M. terá que começar a tomar consciência do seu papel e da sua responsabilidade.


Por: José M. C. Carvaho


A GUARDA
 
Vamos lá esclarecer uma coisa. O Sr Rui Avelar, ex-chefe de gabinete do Dr Fausto Correia, não é melhor nem pior do que os outros jornalistas.A vantagem dele é ter acesso acesso mais rápido à informação, nomeadamente, através dos mestres bruxos africanos e das igrejas seitas brasileiros que pululam pelo monte que já foi formoso.
Mas em terra de cego quem tem caneta é Rei.
 
Ouch! Ainda bem que a dor de cotovelo não é crime punível pela lei... Tal é a gente ressabiada que para aí anda!
 
Alguém me pode dizer o nome e contactos da empresa do Luís Filipe Figueiredo? Obrigado!
 
Mas qual é o mal de o Luis ter uma empresa com o Rosado.
 
Morre Sócrates e o funeral é no Palácio de S. Bento. Ao lado do
caixão, a guarda de soldados.
Nisso aparece uma velhinha com uma sacola de comida e começa a pôr
dentro do caixão cenouras, tomates, alfaces,etc, enquanto os soldados olham
para ela surpresos.
A velha continua a colocar alimentos no caixão e um dos soldados,
Educadamente a interrompe:
- Senhora, por favor, não pode fazer isso!
A velha, enquanto continua a colocar a comida responde:
- O que quer, filho? Que os coitados dos vermes comam SÓMENTE MERDA?

IMPORTANTE:
TODO AQUELE QUE RECEBER ESTA COMUNICAÇÃO, TEM A OBRIGAÇÃO EM DEFESA DA ÉTICA E DA DEMOCRACIA, DE RETRANSMITI- LA A PELO MENOS 10 PESSOAS.
SE ROMPER A CADEIA, SÓCRATES PODE SE REELEITO.
 
Mas o Campinhos vem ou não vem?
 
Não pode. Está com furrica...
 
Parabens Rui Avelar Coimbra precisa de gente como o Sr "com a espinha direita" e de jornalismo isento.Felizmente que já posso ler um jornal
 
O Rui Avelar, até pode ter uma certa queda PS, mas lá que não as corta isso ninguém pode negar.
 
Ganda Rui Avelar.Parabéns.
Profissionalismo, Coragem, Isenção, informação,Transparência, actualidade, antecipação, dedicação, persistência, activo, dinâmico, qualidade e empenho.
Força e obrigado pla companhia q nos fazes às 5as feiras e plo contributo q dás a bem do jornalismo, da cidade,Região e ao País.
 
É mais um exemplo claro e inequívoco da postura séria, deontológicamente rigorosa para consigo próprio,para com os leitores e para com o patrão que compra o seu trabalho. Esclarecido e esclarecedor , sem ser e sem pretender ser o dono exclusivo da verdade, Rui Avelar é uma referência do jornalismo regional e nacional.
 
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