16.8.06

 
FECHADO
Abre em Setembro(ou não) com nova gerência.
Urgências? contacte: spindoc@aeiou.pt

14.8.06

 

BLOGUE À BEIRA PRECIPÍCIO!

10.8.06

 
TOMA LÁ DÁ CÁ
Frei Tomás e a seriedade
Antes de vir de férias, li num jornal semanário de Coimbra, um artigo de opinião do jornalista, Sr. Rui Avelar, falando da minha pessoa e fazendo a ligação à mulher de César. Ou se tratou de uma tentativa para eu próprio falar do que não devo, o que, além de ridículo, naturalmente não resulta, ou trata-se de uma ilusão do espelho que o jornalista tem em casa. Qual “dama ofendida” ou “ser” acima de qualquer benesse política. Isto porque, não me recordo do concurso que o levou em tempos para Director na LUSA, como também não me recordo do concurso que o levou a Assessor de um membro do Governo. Curioso, é que estas nomeações de cariz político, aconteceram durante a Governação do Partido Socialista, em que o 1º. Ministro foi o Eng. António Guterres.Não me recordo que a sua competência tenha sido tão boa assim uma vez que, os Governos que se seguiram do PSD/CDS-PP e o actual Governo do PS, não mais o “concursaram” para desempenhar funções. Conheço bem os que se preocupam mais com as aparências. Apesar de tudo prefiro ser como a mulher de César, porque mais vale ser sério do que parecer.Estamos perante ditado popular sobre Frei Tomás: “... olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz”. Dito isto, vou falar de coisas bem mais importantes para Coimbra.
LUIS VILAR NAS BEIRAS

 
OLHA DO QUE O OUTRO SE LIVROU!

Polícia Judiciária recebeu um dossiê sobre alegadas irregularidades na gestão da Escola Universitária Vasco da Gama, em Coimbra (EUVC), durante o período (2004/2005) em que foi gerida por António Calvete.

O CM apurou que, em causa, estão eventuais ilegalidades relativas a facturas pagas pela EUVC – através da Associação Cognitária São Jorge de Milréu, proprietária da escola – provenientes de uma agência de viagens que, de acordo com várias fontes, pertence a António Calvete.Algumas das cópias de facturas enviadas para a PJ, segundo fonte conhecedora do processo, que solicitou o anonimato, “nada têm a ver com a Escola Vasco da Gama”. “Mesmo assim foram liquidadas durante um período em que a instituição enfrentou graves dificuldades económicas. Alguns docentes, por exemplo, tiveram ordenados em atraso”, relatou a mesma fonte.Outra fonte, que também solicitou o anonimato, frisou que a entrada de António Calvete na EUVC terá tido como principal objectivo tirar o “máximo partido” imobiliário da Quinta de São Jorge de Milréu, que tem mais de 370 mil metros quadrados. “Nos pontos altos tem uma vista fabulosa sobre o Rio Mondego. Assim que António Calvete assumiu as rédeas da instituição houve uma clara diminuição na aposta no ensino de qualidade.”E acrescentou: “Até à chegada de António Calvete estava tudo bem encaminhado junto do Ministério da Educação para a Escola passar a ministrar sete cursos. Assim que ele entrou, apenas resistiram três.”O CM soube, também, que foi enviado um dossiê para a Procuradoria-Geral da República em que, entre outros, são abordados temas como um curso de Medicina Veterinária B em que as disciplinas tinham a ver com o curso de Medicina Humana (ver caixa), dívidas a fornecedores e alegadas irregularidades com docentes e alunos, ocorridas durante a gestão de António Calvete e o período em que Norberto Canha foi o reitor da EUVG.Um dos capítulos do dossiê que chegou à PGR diz que a escola deve mais de 280 mil euros aos alunos que frequentaram o curso de Medicina Veterinária B, em 2001/2002, e que solicitaram o reembolso das verbas que gastaram com a matrícula, jóia e mensalidades. A maioria dos alunos já recebeu os montantes a que tinha direito, mas a EUVG está em falta com alguns, como Luís Sepúveda, de 23 anos: “O mais certo será agir judicialmente contra a escola. Mas, antes, vou tentar resolver as coisas a bem.”O CM tentou nos últimos dias contactar António Calvete, mas o empresário e ex-deputado do PS nunca atendeu o seu habitual telemóvel. Já o antigo reitor, Norberto Canha, assegurou estar de “consciência tranquila”.
CURSO À REVELIA DO MINISTÉRIO
No ano lectivo 2001/2002, a Escola Universitária Vasco da Gama avançou com o primeiro ano de um curso a que chamou Medicina Veterinária B, em que as disciplinas tinham a ver com Medicina Humana. O reitor da altura, Norberto Canha, disse ontem ao CM que tinha garantias políticas de que o Governo iria reconhecer o curso de Medicina. Seria o primeiro em Portugal a ser ministrado numa Universidade privada. E, segundo uma advogada, especialista em matéria de ensino, foi também a primeira vez que um curso abriu sem que tivesse qualquer parecer favorável da comissão de especialistas, à data, Ministério da Educação: “Normalmente, o Governo informa as escolas que a portaria da homologação está pronta em Fevereiro ou Março e que, por isso, o curso pode começar em Setembro do ano anterior. Com a Escola Vasco da Gama essa informação não existiu.”Ficou ainda estabelecido que, se não houvesse aprovação, os alunos transitariam para Medicina Veterinária nesse mesmo ano lectivo, o que também não chegou a acontecer, por a instituição não se ter preparado para o efeito. O.Lopes no CORREIO DA MANHÃ

9.8.06

 



OI VC AI. QUEM É A ACADEMICA?

8.8.06

 

CANTINHO DO MALÓ...DE FÉRIAS


Já não respeito? Ninguém comenta o artigo no Times da Sofia sobre o sonho das férias de sonho do nosso Almirante! Por falar em AMA, os Pardalitos sempre vão ser os próximos presidentes da AAC. Já agora, arranjam-se por aí 11 bilhetes para o jogo de apresentação?

7.8.06

 

LIGA PSD-PS DE FUTEBOL
O Bloco central também liga ao Futebol profissional. Ricardo Cavaco Castanheira acompanha Herminio Loureiro na Comissão executiva que toma conta dos jogos da bola.
A directora executiva da Lista do ex-secretário de estado, irmã de Fernando Couto, solteira e boa rapariga é que podia vir a Coimbra organizar umas conferências à beira rio. Dá uma ajuda Dr?

 
GRANDE TOURADA
I Corrida RDP na Praça da Figueira da Foz. Apoio Figueira Grande Turismo.

4.8.06

 

LARANJA DA SERRA
Lá para Setembro, Álvaro Amaro entra para vice - presidente do PSD.
O e-leitor quer adivinhar quem sai?
VICE-PRESIDENTES:
Eduardo Azevedo Soares
Paula Teixeira da Cruz
Arlindo Marques Cunha
Maria da Assunção Esteves
Luis Miguel Pais Antunes
Manuel Lencastre

 
O ENGENHO E A ARTE DA LENA
O Grupo Lena com sede em Santa Catarina da Serra é poderoso nas áreas da construção, automóvel, petróleos, ambiente, águas e imprensa regional. Já andou pela Tv beira, continua interessado no diário as Beiras, quer fazer obras (Que se vejam) em Coimbra e dizem as más linguas, deseja montar uma unidade de reciclagem para as bandas do IPARKPINA. Consciente da sua responsabilidade social, a empresa da região de Leiria vai encurtando caminhos e decidiu promover, em parceria com a Prefeitura, o concurso "Engenho e arte" para homenagear as "obras de engenharia mais emblemáticas de Coimbra"

3.8.06

 
CORREIO DO AVELAR

Negócio concebido pela TCN está na iminência de se gorar
Rui Avelar
A venda da quinta de São Jorge de Milreu (Coimbra) está em risco. A promitente compradora, TCN – a que Marcelo Nuno (PSD) e Luís Vilar (PS) estiveram ligados –, cedeu a respectiva posição contratual à firma Ebony e esta acusa a proprietária do imóvel de incumprimento dos deveres contratuais.
A empresa inglesa que se propunha comprar a quinta de São Jorge de Milreu, onde funciona a EUVG - Escola Universitária de Vasco da Gama (Coimbra), acusa a entidade proprietária de ter tornado impossível a concretização do negócio, apurou o “Campeão”. A Ebony Concepts Limited, a quem a Tramcrone/TCN cedeu a posição contratual acordada com a Sociedade Mosteiro de São Jorge (proprietária do bem), imputa a esta entidade a falta de cumprimento em tempo dos deveres contratuais. Segundo apurou o nosso Jornal, o desfecho do caso poderá passar pela celebração de um acordo através do qual a Ebony – que já interpôs uma acção declarativa ordinária na Vara de Competência Mista de Coimbra (Tribunal) – e a Sociedade Mosteiro de São Jorge desistam do negócio. Enquanto a Ebony se queixa de incumprimento dos deveres contratuais por parte da proprietária da quinta de São Jorge de Milreu, esta faz notar que a escritura foi adiada, pelo menos, duas vezes. A obtenção de um acordo significa, em princípio, que qualquer das partes prescinde do suposto direito a uma indemnização no montante de 2,5 milhões de euros. Um protocolo e contrato-promessa de compra e venda, celebrados em 2005, prevêem que, em caso de incumprimento, “a parte não faltosa pode optar” por uma indemnização de 2,5 milhões de euros ou, em alternativa, requerer a execução específica do contrato. Os referidos instrumentos foram outorgados pela Sociedade Mosteiro de São Jorge, Associação Cognitária de São Jorge de Milreu (arrendatária e detentora do alvará da EUVG) e TCN. Mediante a acção declarativa ordinária de que é autora, a Ebony reclama o pagamento da indemnização contratualmente estabelecida. Embora ainda não haja plano de pormenor aprovado para a quinta, a firma inglesa invoca estar a deixar de usufruir de lucros cessantes desde o início deste ano, alegando que toda a sua máquina publicitária e de marketing tinha em mente vendas imobiliárias. O aspecto invocado para justificar a falta de outorga da escritura prende-se com o facto de, segundo a Ebony, o edifício da clínica veterinária para pequenos animais existente na quinta de São Jorge de Milreu ter sido construído clandestinamente.
Expectativas
Na primeira reunião da Câmara de Coimbra efectuada em 2006, a Ebony foi autorizada a elaborar um plano de pormenor da quinta destinado a avaliar se é possível dedicar 20.000 metros quadrados de terreno a habitação. A proposta é associada ao propósito de “enquadrar o processo de desenvolvimento e expansão” da EUVG . Como noticiámos a 12 de Janeiro de 2006, a Sociedade Mosteiro de São Jorge, Construções, Lda., de que o empresário António Calvete é sócio maioritário, prometeu vender, por cinco milhões de euros, à empresa TCN, um prédio misto com 376.400 metros quadrados. A Associação Cognitária interveio como segunda outorgante num protocolo e contrato-promessa de compra e venda, subscrito pelas outras duas entidades, para declinar interesse pelo direito de preferência. Uma das cláusulas do acordo prevê que a terceira outorgante, Tramcrone (ou quem ela indicar), partilhe com a entidade arrendatária eventuais benefícios inerentes à capacidade de carga construtiva da quinta de São Jorge de Milreu. Em caso de impossibilidade de construção acima do solo, a terceira outorgante nada terá de pagar à segunda. Notificada pela TCN a respeito da cedência da respectiva posição contratual, a Associação Cognitária, através de Javier De Vigo e Américo Baptista, comunicou à Ebony ser necessário “providenciar novas áreas de construção destinadas ao desenvolvimento da EUVG”. A Associação Cognitária acentua que sem tais áreas de construção o referido projecto de desenvolvimento fica comprometido. Em carta remetida à Câmara de Coimbra, a Ebony alude à pretensão de construção de 10.000 metros quadrados para residências universitárias, outros tantos para expansão da EUVG e 20.000 para uma clínica de serviços continuados com assistência médica.
Diferentes métodos para o direito de preferência
A Câmara Municipal de Coimbra usou metodologias diferentes para prescindir do direito de preferência em relação à quinta de São Jorge de Milreu, objecto de uma prometida transação (vide outra peça nesta edição) em que interveio a multinacional Tramcrone/TCN. Em 2005 a edilidade declinou exercer o direito de preferência através de um despacho exarado pelo presidente, Carlos Encarnação, e em 2006 o assunto foi objecto de deliberação em sede de executivo camarário. A respeito de ambas as situações, há juristas a defender que a decisão cabe à Assembleia Municipal (AM). A legislação não prevê expressamente em que moldes deve a autarquia pronunciar-se sobre a adopção do exercício do direito de preferência em relação à transação de um imóvel, mas há interpretações de juristas a sustentar que, por analogia com o regime de compra, quando o valor do bem atinge determinado montante, a deliberação deve ser tomada pela AM. Decalcado das lei nº. 169/99 e 5-A/2002, o regimento da Assembleia Municipal de Coimbra estipula que cabe a este órgão “autorizar a Câmara a adquirir, alienar ou onerar bens imóveis de valor superior a mil vezes o índice 100 das carreiras do regime geral do sistema remuneratório da Função Pública” (perto de 350.000 euros). Segundo apurou o “Campeão”, Carlos Encarnação proferiu um despacho, a 26 de Setembro de 2005, a assumir que a CMC, com base numa informação prestada pelo Gabinete do Centro Histórico, prescindiu de exercer o direito de preferência em relação à quinta. A 22 de Maio de 2006, a edilidade deliberou no mesmo sentido em resposta a outro requerimento da Sociedade Mosteiro de São Jorge, Construções, Lda., proprietária do referido imóvel e promitente vendedora do mesmo pelo montante de cinco milhões de euros. A única diferença no âmbito dos dois requerimentos endereçados à Câmara prende-se com a promitente compradora – em 2005 era a multinacional Tramcrone e em 2006 a firma inglesa Ebony (a quem a TCN cedeu a posição contratual). Na sessão camarária de 22 de Maio, Álvaro Seco (PS) perguntou se houve reflexão sobre o exercício do direito de preferência, tendo alegado que se trata de “um imóvel de grande qualidade”. Ao estranhar o montante envolvido e ao questionar se haverá “alguma mais-valia que a Câmara desconheça”, Luís Providência (CDS/PP) admitiu que poder-se-ia estar perante “um bom negócio para o município”. Gouveia Monteiro (CDU) interrogou se a estimativa feita pela entidade proprietária leva em consideração “perspectivas de valorização do terreno” e Fátima Carvalho (independente eleita pelo PS) aludiu a eventual “especulação imobiliária”. Contactado pelo nosso Jornal, no sentido de esclarecer o recurso a diferentes metodologias, Carlos Encarnação indicou que só recentemente a autarquia passou a pronunciar-se mediante deliberação do executivo camarário. Segundo Sidónio Simões, os processos encaminhados através do Gabinete do Centro Histórico eram sujeitos a despacho do presidente da Câmara até ser adoptada uma prática (recomendada recentemente pela jurista Rosa Batanete) que consiste em submetê-los a deliberação do executivo municipal. “Com a passagem das reuniões camarárias à periodicidade quinzenal, e atendendo a que há casos (como este) em que a autarquia dispõe apenas de oito dias para se pronunciar [sobre o exercício do direito de preferência], é quase impossível responder sem recorrer a despacho do presidente”, comentou.
Um lapso assumido
A par da diferença de metodologia, o “Campeão” apurou que dois processos atinentes ao exercício do direito de preferência foram ratificados na sessão camarária de 31 de Outubro de 2005, contrariamente ao despacho exarado a 26 de Setembro sobre o requerimento da Sociedade Mosteiro de São Jorge, Construções, Lda. Interpelado pelo nosso Jornal, o director do Gabinete do Centro Histórico, Sidónio Simões, assumiu que a falta de ratificação é da sua responsabilidade. Carlos Encarnação, jurista e ex-secretário de Estado, declarou, por outro lado, que discorda do entendimento de outros juristas segundo o qual há decisões sobre o direito de preferência que carecerão de deliberação da Assembleia Municipal. Entre os juristas ouvidos pelo “Campeão” que perfilham esse ponto de vista contam-se a vereadora Fernanda Maçãs (independente eleita pelo PS) e o antigo vereador Manuel Rebanda (CDS/PP). Na primeira reunião da Câmara de Coimbra efectuada em 2006, a Ebony foi autorizada a elaborar um plano de pormenor da quinta de São Jorge de Milreu destinado a avaliar se é possível dedicar 20.000 metros quadrados de terreno a habitação. A proposta é associada ao propósito de “enquadrar o processo de desenvolvimento e expansão” da Escola Universitária de Vasco da Gama, cujo alvará pertence à Associação Cognitária de São Jorge de Milreu (de que são membros, entre outros, os presidentes da Federação e da Comissão Concelhia do PS/Coimbra, Victor Baptista e Luís Vilar, respectivamente). Victor Baptista, que também é membro da Sociedade Mosteiro de São Jorge, e Marcelo Nuno (anterior presidente da Comissão Concelhia do PSD/Coimbra) escusaram-se, este ano, por duas vezes, a tomar parte em deliberações camarárias atinentes à referida quinta. Outro vereador, Luís Vilar, cujo mandato está suspenso, interveio na deliberação camarária de 9 de Janeiro de 2006 cujo teor permitiu à Ebony desencadear a elaboração de um plano de pormenor. Marcelo Nuno e Luís Vilar tiveram ligações à TCN, o primeiro (enquanto economista) como quadro da multinacional e o segundo como consultor
.
Mais uma vez, R.A. dá novidades sobre os homens das Amoreiras. Já agora,algo completamente nosso. Aqui no Coimbra & Real Social, temos grande consideração e simpatia pelo director do Campeão, mais não seja, porque é o único empresário de comunicação social local que sabe ganhar dinheiro com os meios que administra. Mas caro Dr Vinhal, cada vez que o seu adjunto faz uma manchete sobre uma celebridade na nossa praça, é mesmo necessário fazer uma editorial a pedir desculpa a deus e ao diabo.O Sr Está muito acima. De-lhe com força e vai ver que São Jorge vai gostar. Valha-nos a Igreja Universal do Reino dos Compadres.Não havia necessidadzzzz...

 
CONTRATOS A MARTELO
Renovação com JCDecaux aprovada… três sessões depois. Encarnação não informou vereadores que uma empresa concorrente apresentou acção no Tribunal Administrativo a contestar o contrato da JCDecaux com a autarquia. As críticas e voto contra da oposição não evitaram que a renovação do contrato fosse aprovada.Victor Baptista questionou Carlos Encarnação esta terça-feira, no decorrer da reunião de câmara, sobre o porquê de o autarca não ter informado o executivo da entrada no Tribunal Administrativo de um processo de uma empresa concorrente da JCDecaux a contestar o contrato assinado pela autarquia, há mais de 20 anos, com esta empresa de fornecimento de mobiliário urbano.«Lamento que até hoje não tenha informado os vereadores que havia este processo», afirmou o socialista, dirigindo-se a Carlos Encarnação e recordando que o processo referente à renovação do contrato entre a Câmara de Coimbra e a JCDecaux já consta da agenda da reunião do executivo há três sessões e que não houve, até terça-feira passada, qualquer referência a este facto por parte do autarca.O presidente da Câmara de Coimbra começou por admitir o processo, mas adiantou que supõe não haver ainda «decisão definitiva». «Isso não inibe a câmara de decidir, não há razão para não votar em relação a esta questão», continuou o autarca, voltando a considerar que, com base nos dois pareceres já escritos sobre a matéria, «o processo está dentro da legalidade».A justificação não satisfez a bancada socialista - que acabou por votar contra a renovação do contrato – nomeadamente a Victor Baptista que, tal como já havia feito nas duas sessões anteriores, defendeu a abertura, pela autarquia, «de um concurso internacional» para o futuro fornecimento de mobiliário urbano para o concelho.Queixa “extemporânea”«A dois anos de terminar o contrato há tempo mais do que suficiente para a câmara lançar o concurso», afirmou o socialista, considerando que seria «a melhor forma de fazer com que a JCDecaux não se eternize e de acabar com o seu monopólio em Coimbra». O socialista aproveitou para advertir ainda que, depois de confirmado o processo em tribunal, «não se sabe em que moldes é que o Tribunal Administrativo vai decidir». Depois de votados todos os pontos da agenda da reunião e antes de iniciado o período aberto à intervenção do público, Carlos Encarnação voltou a referir-se ao processo entregue no Tribunal Administrativo por uma empresa concorrente à JCDecaux para explicar que a acção colocada em tribunal foi «recusada por extemporânea», tendo sido, posteriormente, entregue recurso, também ele, segundo o autarca, «recusado por extemporâneo». O que agora estará em apreciação é «uma reclamação à recusa do recurso», rematou Encarnação.Recorde-se que o contrato com a JCDecaux para fornecimento de mobiliário urbano a todo o concelho de Coimbra foi assinado em 1984, com renovação de nove em nove anos. No documento está claro que cabe à empresa colocar todo o mobiliário urbano necessário na cidade, mas que esta seria proprietária de todo o equipamento, revertendo igualmente para si os lucros da publicidade colocada em “outdoor’s” e em paragens de autocarros, espalhadas pelo concelho.A renovação do contrato será feita em 2008, mas a autarquia terá de confirmar a sua intenção em continuar a contar com a JCDecaux para fornecimento de mobiliário urbano até Dezembro deste ano. Ora, o documento que, há três sessões, tenta ser aprovado pelo executivo vai precisamente nesse sentido, acrescentando o facto de em dois anos, a Câmara Municipal de Coimbra receber daquela empresa um lucro de 2,6 milhões de euros em sinais e placas direccionais, 40 bancos de jardim e 60 novos abrigos de autocarros.A bancada socialista, assim como Jorge Gouveia Monteiro (que não esteve presente na última sessão de câmara por se encontrar de férias), sempre se mostraram contra esta renovação, mas Encarnação deixou claro que a realização de um contrato com uma outra empresa da área obrigaria a «retirar todo o mobiliário urbano» instalado na cidade, uma vez que este pertence à JCDecaux. «Será uma confusão imensa», advertiu.
Ana Margalho- DC
Esta a ver Dra?! A mobilia não era bem como lha tinham publicitado... e ainda não foi dito tudo sobre este euromilhões champanhês. Já reparou? Agora em vez de falarem em contrapartidas de milhões, já discorrem sobre contratos sem valor! Porque será? Tem a palavra a Assembleia Municipal...

2.8.06

 
+ CORREIO DA TCN

A Polícia Judiciária fez buscas às instalações da TramCroNe (TCN), em Lisboa, de onde levou “tudo o que dizia respeito” a Luís Vilar e Marcelo Nuno, antigos colaboradores da empresa e vereadores da Câmara Municipal de Coimbra. Vilar, pelo PS, actualmente com o mandato suspenso, e Nuno, pelo PSD, ambos líderes das concelhias dos respectivos partidos.

Júlio Macedo, presidente do conselho de administração da TCN e da Demagre (empresas envolvidas na compra de um antigo edifício dos CTT, em Coimbra), confirmou ao CM a intervenção da PJ, numa altura em que Luís Vilar já tinha sido constituído arguido num inquérito em que é suspeito da prática dos crimes de corrupção e tráfico de influências. “Em Fevereiro/Março deste ano, a PJ levou das nossas instalações os recibos dos vencimentos de Luís Vilar e Marcelo Nuno e outra documentação. Informaram-nos de que estavam a proceder a averiguações que não podiam divulgar.”Júlio Macedo confirmou, também, que Vilar (antigo empregado bancário) e Marcelo Nuno (economista) trabalharam para a TCN durante “um ano e tal”, período em que ambos estiveram na vereação da Câmara de Coimbra. “Luís Vilar trabalhou connosco em 2004 e Marcelo Nuno saiu da empresa em Maio deste ano.”Marcelo Nuno não foi constituído arguido, por, segundo noticiou (em 13/7/2006) o semanário ‘Campeão das Províncias’, de Coimbra, ter sido essa a determinação do Ministério Público, contrariando assim o que chegou a ser encarado pela PJ. O economista só saiu da TCN depois de saber que Vilar tinha sido constituído arguido.O CM tentou saber se a PJ também efectuou algumas diligências na autarquia, mas o presidente da C.M. de Coimbra, Carlos Encarnação (PSD), não quis falar sobre assuntos que, salientou, estão em “segredo de justiça”, limitando-se a informar que Vilar pediu o prolongamento, por mais três meses, da suspensão de mandato.CARTA POLÉMICANuma carta que o empresário Ruy Manuel Silva, residente em Inglaterra, enviou para a TCN e chegou à Procuradoria-Geral da República em Janeiro de 2004 – e que, como o CM noticiou (24/7/2006), está a ser investigada pelas autoridades –, um dos pontos tem a ver com a Câmara de Coimbra e a empresa presidida por Júlio Macedo. Diz Ruy Silva que Júlio Macedo e Pedro Garcês (ex-director da TCN, actualmente administrador na Unidade de Saúde de Coimbra, entidade sedeada no antigo edifício dos CTT) falaram-lhe do “interesse do Estado” e dos Correios “em particular”, na “futura venda de cerca de 160 instalações, com contrato de arrendamento assegurado”. “E que junto dos CTT possuíam elemento responsável e por vós muito bem ‘comandado’..., o mesmo que teria proporcionado outras facilidades... nomeadamente, aquisição do edifício de Coimbra, cidade onde dominavam a Câmara Municipal e a pessoa do seu presidente...”.Júlio Macedo garante que o conteúdo desta carta é “falso”. PRÉDIO VENDIDO POR 14,8 MILHÕES JÁ VALE 34O prédio que os CTT venderam à Demagre a 20 de Março de 2003 (na altura em que a empresa era presidida por Carlos Horta e Costa), por 14,8 milhões de euros e que no mesmo dia foi adquirido pela Gespatrimónio (empresa do Grupo Espírito Santo) por 20 milhões, tem hoje em dia um valor contabilístico de 34 milhões de euros. Esta é a verba que consta no relatório e contas de 2005 da Gespatrimónio. Confrontado com este valor, Júlio Macedo, presidente do conselho de administração da Demagre e da TCN, disse ao CM: “Essa valorização tem a ver com os inquilinos que lá estão – CTT, uma clínica, um Tribunal e a Associação de Informática da Região Centro.”Além dos 20 milhões da venda do antigo edifício dos CTT, a Gespatrimónio deu à Demagre um prémio de 12,5 milhões de euros. Macedo confirma a verba, mas assegura que a Demagre só teve um lucro de 200 mil euros com o negócio: “O resto do dinheiro que recebemos foi para pagar as inúmeras obras que fizemos num prédio que encontrámos totalmente degradado. Além disso, fomos nós que pagámos a instalação de todas as entidades que foram ocupar o local. Gastámos mais de 17 milhões de euros em obras. Houve uma altura em que chegámos a pensar que íamos ter prejuízo. Felizmente, tivemos um lucro de 200 mil euros.” TCN ESTEVE INTERESSADA EM QUINTA DE COIMBRAAlém do negócio do antigo prédio dos CTT, a TCN esteve interessada na quinta de São Jorge do Milreu, em Coimbra, “posição” que, segundo Júlio Macedo, vendeu à empresa inglesa Ebony Concepts Limited. “A TCN nada tem a ver com a Ebony. O que se passou foi que nós vendemos a essa empresa inglesa o contrato de promessa de compra e venda relativamente à Quinta de São Jorge. Sei que há projectos metidos na Câmara de Coimbra, sempre via Ebony.”No início deste ano, Luís Vilar participou numa votação em que a C.M. de Coimbra autorizou a Ebony a elaborar um plano de pormenor para avaliar se 20 mil dos 376 400 metros quadrados da Quinta de São Jorge podem ser destinados a habitação. Já Marcelo Nuno não quis participar na votação, alegando “eventual conflito de interesses”. Na altura, estava ligado à empresa TCN.LUÍS VILAR TENTOU ANGARIAR INQUILINOSSimões da Costa, ex-presidente do União de Coimbra, assegurou ao CM que em “2003/2004 andou a negociar” com a TCN a ocupação de parte do antigo prédio dos CTT, frisando ter sido contactado por Luís Vilar. “Foi através dele que fui a alguns encontros com representantes dessa empresa. Mas Luís Vilar nunca me disse que trabalhava para a TCN. Mais, sempre achei que havia algo que não estava bem. Vilar, aliás, queria que o União de Coimbra alugasse a totalidade do edifício da Av. Fernão Magalhães – por uma verba exorbitante, creio que eram 100 mil euros por mês – e que depois tratasse do subaluguer. Disse-lhe que não. Que só queríamos uma parte para instalar o Bingo. O negócio acabou por não se concretizar.”Confrontado com o que Simões da Costa referiu ao CM, Júlio Macedo, presidente da TCN, disse: “O senhor Luís Vilar só começou a trabalhar para a empresa, como consultor, em Janeiro de 2004, depois de termos entregue o prédio à Gespatrimónio. E, nessa altura, já estava todo arrendado.” VEREADORES NÃO ATENDEM TELEFONESNos últimos dias, o CM fez várias ligações para os habituais telemóveis de Luís Vilar e Marcelo Nuno, mas ambos estiveram incontactáveis. Além disso, o CM esteve ontem na habitual reunião semanal da vereação da Câmara Munipal de Coimbra. Luís Vilar esteve ausente e não foi possível falar com Marcelo Nuno.
Octávio Lopes/J.H.
Pedro Garcês, (companheiro de luta de Júlio Macedo na TCN), é o presidente (representando 75% do capital) da Unidade de Saúde de Coimbra/Fernão Mendes Pinto Saúde S.A, instalada no tal edíficio dos Correios. A USC tem também outros curiosos negócios e protocolos na área da Saúde, em Tábua e Montemor. Recorde-se que o Hospital da Mealhada acusou o Regateiro da ARS (mais um destacado militante do PS) de andar a protocolar camas a mais, com a empresa que também é representada por Camarneiro (candidato derrotado pelo PS à C.M. de Montemor). Segundo o DC, um responsavél do referido Hospital, coloca em causa os referidos protocolos e chega a afirmar: " Pensávamos que o Estado era uma pessoa de bem." Vamos ver como tratam da saúde a esta gente fina e rica, às tantas, Vilar e Marcelo são vitimas do sistema das Tulipas. À cautela, recomenda-se que tenham cuidado com O CÃO. Depois não digam que a culpa é dos blogues!

 
VERÃO NA CÂMARA
A nossa coxinha da petisca, segreda-nos que os vereadores Prata e Monteiro estão a banhos. Também conseguimos saber que o mega contrato dos abrigos e publicidade com os franceses da Decaux foi perpetuado com os vostos contra do PS e que o vereador Baptista fez oposição à séria.
Tavares Rico de Almeida, pela 3ª vez consecutiva na reunião da Prefeitura, voltou a fazer o seu show , continuando a lançar suspeitas sobre a engenheira da Câmara que tratade fiscalizar a obra...onde o vice andou aos figos...em Novembro. Parece que desapareceram peças do processo de licenciamento. A engenheira terá dito que é tudo mentira e o jurista do Finibanco terá pedido para ela fazer uma queixa em tribunal. Consta que o caminho de acesso à casa é uma realidade antiga, até nas plantas topograficas fornecidas pela prefeitura! O Director de Urbanismo deve estar de férias. O caso Vale Meão está a minar PS. Dizem que agora fala cada um para seu lado. Temos saudades dos relatórios de Nunes dos Ranchos sobre os cães caçados pela ramona da prefeitura. Coimbra é uma nação.

1.8.06

 
PEDRA NO SAPATO
O Sindicato da Cerâmica e Construção do Centro deu ontem à empresa Egran um prazo até 7 de Setembro para esta pagar as prestações em atraso devidas aos antigos trabalhadores, findo o qual promete endurecer a luta.
Será que o deputado Baptista podia pedir ao seu amigo Tavares Rico para ajudar esta gente? Perguntar não ofende e como conhecem de perto esta realidade...

 
JOÃO DOS FIGOS
Hoje há reunião pública da Prefeitura.
E a pergunta do dia é:
Será que Tavares Rico de Almeida vai voltar a chamar mentiroso (pela 3ª reunião consecutiva) ao homem que andou com ele aos figos em Vale Meão?

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