27.7.06

 
NOTÍCIA DE IMPORTÂNCIA CONCELHIA?

Ruy Manuel Silva, empresário português residente em Inglaterra acusado de burla no caso da venda de um prédio dos CTT, em Lisboa, fez uma exposição à Procuradoria-Geral da República (PGR) em que dá a entender que os principais partidos políticos portugueses recebem comissões sempre que a empresa TramCroNe (TCN) intervém na compra de imóveis do Estado.

Segundo Ana Lima, do gabinete de Imprensa da PGR, a “denúncia” de Ruy Silva encontra-se em “fase de investigação”.O CM sabe que o empresário também escreveu uma carta à TCN com a mesma denúncia que fez chegar PGR. A dado passo lembra aos responsáveis da empresa, Júlio Macedo e Pedro Garcês, que, em Dezembro de 2003, lhe disseram que “estavam a negociar a aquisição de outros edifícios do Estado, nomeadamente junto dos ministros do Partido Popular, da Justiça, Segurança Social e Defesa, dado o domínio absoluto que tinham pelos responsáveis das referidas pastas.”E acrescenta: “(...) Recordo as vossas informações quando referiram que em cada operação/transacção tinham o cuidado de estabelecer movimentos concertados junto da Oposição (Partido Socialista), proporcionando a todos os directa ou indirectamente envolvidos, remunerações...! E o Ruy Manuel Silva não seria ignorado !!!”Logo a seguir, Ruy Silva afirma que Júlio Macedo e Pedro Garcês também solicitaram a sua intervenção na área da emissão de cartões de crédito. Frisa que ambos se manifestaram preocupados “relativamente ao processo de remuneração dos políticos envolvidos “nas operações da TCN e que o cartão de crédito possibilitaria a “ocultação necessária e urgente” das verbas a despender com os políticos.“(...) Referiram que após um ano de difíceis batalhas, as vossas empresas TCN e Demagre, graças ao tipo de envolvimento e relações estabelecidas, observavam agora um ciclo financeiro muito estável – um ciclo financeiro com capacidade para remunerar os custos fixos (a estrutura da empresa) e os políticos”, pode ler--se ainda na carta que chegou, via ‘e-mail’, aos responsáveis da TCN, no dia 26 de janeiro de 2004.O empresário queixa-se ainda a Júlio Macedo e Pedro Garcês de ter sido perseguido. “(...) Aquando da minha retirada do local onde havia estado reunido (com os responsáveis da TCN), verifico estar a ser seguido por quatro viaturas (...), facto testemunhado pela senhora Adelina Franco e pelo senhor seu filho, Paulo (Baltazar).”A TCN, como o CM noticiou (20/7), acusou Ruy Manuel Silva de burla, por, em Dezembro de 2003, se ter apresentado como representante de investidores ingleses que estariam interessados em comprar o prédio do n.º 18 da Avenida da República, em Lisboa, propriedade dos CTT. O empresário chegou mesmo a apresentar um cheque careca de mais de 26 milhões de euros.
"É FALSO", AFIRMA JÚLIO MACEDO
“É tudo falso”. Júlio Macedo, presidente do conselho de administração da TCN, reagiu assim quando o CM o confrontou, ontem, com o teor da carta que Ruy Manuel Silva enviou para a empresa, na parte relativa às questões relacionadas com as remunerações dos partidos políticos, cartões de crédito e perseguições.“A carta que ele endereçou à TCN (em Janeiro de 2004) já está na Polícia Judiciária. Fiz questão de a entregar quando apresentei queixa, por burla, contra Ruy Manuel Silva, Adelina Franco e o filho, Paulo Baltazar”, acrescentou.O responsável da TCN referiu também que Ruy Manuel Silva o ameaçou que iria tentar prejudicar a empresa. “Mas o importante, repito, é que tudo o que ele diz é redondamente falso. Desde as remunerações aos partidos até às alegadas perseguições.”O CM tentou também obter uma reacção de Pedro Garcês, mas este ex-responsável da TCN não quis prestar declarações.”
"É VERDADE", DIZ ADELINA FRANCO
Adelina Franco, que a TCN também acusou de burla no caso do prédio dos CTT, na Av. da República em Lisboa, participou na reunião (Dezembro de 2003) que Ruy Manuel Silva menciona na carta que enviou para Júlio Macedo e Pedro Garcês. Contactada ontem pelo CM, Adelina Franco afirmou: “Confirmo que ouvi os responsáveis da TCN falarem ao senhor Ruy Silva na influência que detinham junto de vários partidos políticos. Confirmo ainda as perseguições e que os ouvi mencionar a necessidade de pagar a esses políticos com cartões de crédito que o senhor Rui Silva devia arranjar em Inglaterra.”Paulo Baltazar também esteve no encontro que reuniu Ruy Manuel Silva, Júlio Macedo e Pedro Garcês, na sede da TCN, em Lisboa. “Ouvi Júlio Macedo e Pedro Garcês falarem na necessidade de arranjar cartões de crédito para oferecer a elementos de partidos políticos”.
Octávio Lopes , o mesmo das cassetes da Casa Pia, no Correio da Manhã

Comments:
Há muito tempo que o poder local deixou de ser uma 'conquista' positiva da democracia"
Helena Garrido, "Diário de Notícias", 26-07-2006
 
PERSEGUIÇÕES DE CARRO?
NÃO SERIAM AUDI´S PRETOS?
E UM DOS CONDUTORES TERIA OS DEDOS TODOS?
 
QUEREM VER QUE AS OBRAS DA SEDE...
 
Há por aí um convite para o concerto de logo?
Se houver, deixem no Santa Cruz, até às 20 h.,ao Cuidado de Nuno.
 
qd é q o marcelo e o vilar vão presos?

o encarna da 8 de maio ainda não põs a andar o marcelo?
 
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