17.4.06

 
O MISTÉRIO DOS AVENÇADOS DESAPARECIDOS
"A verdade, as provas e a dúvida na Câmara"
Por João Silva no JN
OTribunal de Contas concluiu recentemente uma acção de fiscalização à Câmara de Coimbra e aos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC). Tratou-se de uma acção de fiscalização a processo de pessoal existentes em 2005 e das conclusões, em que são imputadas responsabilidades sancionatórias a diversos autarcas, nomeadamente a Carlos Encarnação por irregularidades e ilegalidades cometidas em 23 processos, o que importa sublinhar para já, dado que o processo ainda está em fase de contraditório, é a existência de 76 processos de avença na Câmara de Coimbra e de 34 nos SMTUC. É um número que, somado ao número de funcionários admitidos para o quadro e ao número de contratados a termo certo, confirma a denúncia, que repetidas vezes fiz na Assembleia Municipal, de uma política absurda, irresponsável e condenável, de mau uso dos dinheiros municipais, destinada sobretudo a empregar correligionários e familiares, como aconteceu.Vejamos os números. Se tivermos em conta que em 2001 havia na Câmara 1211 funcionários e que em 2005 eram 1594 funcionários e ainda 127 contratados a termo certo, percebemos a "loucura" que foi a gestão de pessoal na Câmara de Coimbra com Carlos Encarnação e a maioria PPD/PSD, CDS/PP e CDU que o apoiou no seu primeiro mandato. Mais, o investimento realizado em 2001 foi de 23.884.299 euros e em 2005 foi de 17.620.965 euros, o que significa -26,2%! Mas esta política teve duas consequências directas. A primeira foi a da destruição das finanças municipais. Hoje a Câmara não tem dinheiro, tem uma dívida de curto prazo de 29.515.910 euros, está a pagar aos fornecedores a 18 meses e tem o seu futuro financeiro comprometido. A segunda consequência desta política irresponsável é que financeiramente ela teve reflexos no deficit das finanças públicas, contribuindo para o seu agravamento e consequentemente para as dificuldades que vivemos. E ainda que Carlos Encarnação, com as suas decisões nesta área, boicotou deliberadamente a política do governo do seu partido, em particular a política defendida e seguida pela ministra das Finanças, Manuel Ferreira Leite, porque tudo isto começou nessa altura. Como os factos tristemente provam a gestão da Câmara foram sendo sobrecarregados com taxas e impostos da responsabilidade da Câmara, para tentar tapar os disparates duma gestão sem rei nem roque. Basta ver que a Câmara de Coimbra, em 2001, cobrou 25.823.909 euros em impostos directos e em 2005 cobrou 29.199.780 euros o que representa um aumento de 13,1%! Mas, apresentadas as provas e verificada a verdade que insistentemente proclamei a este propósito, há uma dúvida entretanto surgida. O Tribunal de Contas refere ter encontrado, em 2005 quando fez a fiscalização, 76 processo de avença, mas a Câmara diz no seu Relatório que em 2005 havia 110 avençados. É uma diferença de 36 contratos! Como é que isto é possível? O que aconteceu com estes 36 processos. Neste momento todas as dúvidas são legítimas e é necessário saber a verdade. Temos, portanto, a verdade, as provas e a dúvida.

Comments:
Amiguinhos está para rebentar uma bernarda daquelas que abalará o PS e o PSD de Coimbra. TCN TCN TCN TCN
 
Onde está a oposição do PS? Onde estão batista (com ou sem p) e vilar?????? Porque tem de ser um ex-vereador e ex-deputado municipal a fazer o trabalho deles?
 
É só promessas! Vai rebentar, vai rebentar, mas nunca mais rebenta. Ó anónimo conte lá o que sabe que eu não conto a mais ninguém.
 
Será que é história de gajas ou gamanço?
 
Ó Burros o João Silva também é co-responsável no processo do Tribunal de Contas.
A ignorância é muito triste.
 
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